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quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Casa no campo


Eu quero uma casa no campo
Do tamanho ideal, pau-a-pique e sapê
Onde eu possa plantar meus amigos
Meus discos, meus livros
E nada mais ♪


[ Elis Regina ]

domingo, 27 de setembro de 2009

Da certeza



Já não havia mais nada no mundo, o céu azul era o teto acima de suas cabeças. As lágrimas rolavam pelas bochechas, aquele silêncio que vale mais que mil palavras os ensurdecia. Ele pegou a mão da garota, apertou com toda força que pode e disse por entre as lágrimas: - pra sempre! Ela sentiu seu coração se apertar e parou de respirar por uns instantes. Enfim, tomou fôlego e disse num tom quase inaudível: - pra sempre! Ambos sabem que, é assim que vai ser.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Sobre estar só

Já não reclamo mais do tempo só. É um tempo que eu tenho pra pensar, pra refletir, pra me cuidar e sentir cada milímetro do meu corpo funcionando. Meu tempo só agora é colorido. Observo o céu, sinto o vento, rio de mim mesma. Já não vivo mais em função daquilo que não estava me fazendo bem. É bom estar só, e é bom estar contigo quando queres estar comigo.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Bom dia


Nunca um 'bom dia' tranformou tanto o meu dia como hoje. Me senti tão plena, tão feliz ao ver aqueles olhinhos brilhando ao dizer claramente as palavras que eu tanto quis ouvir.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Sem tradução.


Na lista feita pela BBC, saudade é a sétima palavra considerada de mais difícil tradução.
Saudade: sentimento nostálgico, sentir falta de alguma coisa ou alguém ( o significado não é consensual ).
Veja aqui, quais são as outras.

sábado, 19 de setembro de 2009

Do que se sente




Ele tocou seu rosto delicadamente. Ele levou a lágrima que escapava pela bochecha de volta aos olhos, olhou-a profundamente nos olhos e tomou-a em seus braços.
Ela sentiu seu coração sobressaltar.
Certas coisas são inevitáveis. Essa, com certeza era uma delas.

domingo, 13 de setembro de 2009

Pelo tempo que durar


Nada vai permanecer
No estado em que está
Eu só penso em ver você
Eu só quero te encontrar

Geleiras vão derreter
Estrelas vão se apagar
E eu pensando em ter você
Pelo tempo que durar

Coisas vão se transformar
Para desaparecer
E eu pensando em ficar
A vida a te transcorrer
E eu pensando em passar
Pela vida com você

[ Adriana Calcanhoto e Marisa Monte ]

* Eu te amo.

Sentidos


Sentada no banco de trás do carro ela sentia o vento daquela linda tarde de primavera. O vento levava seus cabelos soltos para a direção que quisesse, ela não se importava. O sol chegava pela janela, queimando-lhe as bochechas. Ela apoiava seu rosto em sua mão e observava pela janela formatos conhecidos em nuvens. Aquela sensação de sono e preguiça pairava no ar, ela fechou os olhos e apurou os demais sentidos. Ela ouvia o zumbido do vento; sentia o cheiro das árvores; sentia o gosto de uva verde na boca e, ela sentia que ele estava ali. Segurando sua mão, como ela sabe que ele sempre estará.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Insolúvel

Quero mais sinceridade, quero mais paz, quero mais harmonia, quero mais diversão pelas coisas simples, quero poder olhar pro céu sem prédios me atrapalhando, quero ouvir o canto dos pássaros, quero acordar com o sol batendo no rosto, quero mais, muito mais.
Quero sorrisos sinceros. Doces sorrisos que vêm involuntariamente depois de ouvir um "eu te amo" de quem se gosta. Quero abraços apertados pra matar a saudade. Quero cafuné. Quero lágrimas sinceras de alegria. Quero sentir o vento levando meu cabelo. Quero sentir a chuva. Quero ver o arco-íris. Quero mais tempo. Quero mais, muito mais. Quero dias dos quais vou me lembrar pra sempre*

Pratododia

Como arroz e feijão é feita de grão em grão nossa felicidade. Como arroz e feijão, a perfeita combinação, soma de duas metades. Como feijão e arroz que só se encontram depois de abandonar a embalagem, mas como entender que os dois por serem feijão e arroz se encontram só de passagem?! Me jogo da panela, pra nela eu me perder. Me sirvo a vontade. Que vontade de te ver. O dia do prato chegou, é quando eu encontro você, nem me lembro o que foi diferente. Mas assim como veio, acabou e quando eu penso em você: choro café e você chora leite*

[ Fernando Anitelli ]

Espirais

Pra que manter os pés no chão, se todo mundo quer voar*

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Ela


É possível ver de longe: ela anda com o sorriso estampado no rosto; tem uma doçura rosada nos lábios; tem uma timidez rubra nas bochechas; ela deixa os cabelos dançarem de acordo com o vento; ela tem ginga na sua forma de andar; ela tem música nos ouvidos; tem mágica na ponta dos dedos; tem borboletas constantes no estômago e ela tem alguém. Alguém que ela carrega dentro do coração.

domingo, 6 de setembro de 2009

Para setembro entrar sorrido

Post inspirado na sempre tão inspirada Vanessa, dona do Quintal de Felicidades.
* Faça você também a sua lista e, não esqueça de nos contar ;)


para a cabeça: cafuné
para o nariz: hortelã
para os ouvidos: risadas
para os olhos: montanhas
para a boca: beijo
para os cabelos: flores
para o pescoço: cheiros
para o peito: suspiros
para as mãos: carícias
para a barriga: borboletas
para o quadril: música
para os joelhos: vestido
para os pés: asas

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Reflexo teu

"Vocês conhecem o chorão? Aquela árvore assim alta, magra, meio despencada, com uns galhos compridos até o chão? Pois diz a Juçara que o chorão não era assim. Era uma árvore toda esticadinha, muito orgulhosa e antipática. Ela morava na beira de um lago bem clarinho. Pois imagina que o Chorão — que naquele tempo não se chamava chorão, mas salgueiro — inventou de se apaixonar pela Lua. Só que o Lago também se apaixonou, ao mesmo tempo. Ficavam os dois, o Chorão e o Lago, todos suspirosos quando a Lua aparecia atrás da montanha, ao anoitecer. Tantas caras e bocas fizeram que um vaga-lume muito fofoqueiro ouviu a história da tal paixão e foi contar pra Lua. A Lua, claro, ficou muito envaidecida. Quem que não gosta que os outros se apaixonem pela gente? Pois a Lua mandou dizer aos dois apaixonados que, na próxima sexta-feira, quando estivesse bem cheia e aparecesse atrás da montanha, o pretendente que estivesse mais bonito, na hora ela ficava noiva. O Chorão ficou na maior empolgação. Fez amizade com o vaga-lume, interesseiro que era. E pediu a ele que chamasse todos os amigos vaga-lumes para enfeitá-lo todo, na sexta-feira de tardezinha. O pobre do Lago era muito desajeitado e humildezinho. Até tentou se enfeitar um pouco, mas os enfeites todos escorregavam na superfície dele e acabavam afundando. Quando chegou a sexta-feira, o Chorão estava lindaço, cheio de vaga-lumezinhos vaga-lumeando brilhosos nos galhos. Parecia uma árvore de Natal. E tão atrevido! Debochava horrores do pobre Lago, que só tinha uns peixinhos muito assustados espiando de vez em quando. A Juçara diz que aquele salgueiro estava um nojo, de tão exibido e certo de que ia ficar noivo da Lua. Mas acontece que, na hora em que a Lua apareceu atrás da montanha, ela viu todo aquele brilho do salgueiro refletido — onde? Ora, nas águas do pobrezinho do Lago, umas águas muito limpinhas e quietas. Claaaaaaaaro que ela achou o Lago muitíssimo mais bonito. Aí ficou noiva dele na hora, e nas sete noites de lua cheia vem se banhar nua nas suas águas quentinhas. O salgueiro? Ah, ficou tão desapontado que começou a despencar, despencar, despencar até virar essa árvore tristonha que a gente agora chama de chorão. Não é bonita a historinha da Juçara? Você pode achar um pouquinho triste, também, mas eu acho ótimo que o chorão tenha sido castigado pelo seu orgulho. Daí, penso também outra coisa de gente grande: não adianta muito você se enfeitar todo pra uma pessoa gostar mais de você. Porque, se ela gostar, vai gostar de qualquer jeito, do jeito que você é mesmo, sem brilhos falsos."

(Caio F.)